segunda-feira, 21 de julho de 2008

o avesso

tudo ao avesso.
a imagem e o espelho,
cada traço do meu dedo,
toda a linha do novelo.

o ponto que tudo desmanchou.

a luz se acende.
cores que me recordam um outro tempo.

a letra se estica,
as páginas que se arriscam,
os segundos que anunciam uma nova frase.

neblina...

na carencia do salmista.

a palavra repetida
na caneta interrompida.

avesso ao tudo.

Um comentário:

  1. Ggosto de avessos e acho que alguns são verdadeiras obras de arte...Como cheguei aqui, paginando a central de blogs numa fria madrugada de primavera.
    Ah sim! tambem amo dias cinzas, sou descaradamente "Gris" !
    Um abraço

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