estendido no varal
enquanto os dias descansam,
ensaio a caligrafia
e as árvores recitam contos
por cima do telhado encardido.
pela janela,
avisto ele,
sentado na cadeira pálida,
debruçado sobre uma tela
que ilumina seu rosto.
seus dedos percorrem.
sua nuca espera,
seus pés imaginam,
e a velha mesa lhe confidencia.
ele pára.
esmorece a tela
e seus olhos sentem minha presença
mas ele se distrai com as sombras
que brincam nas telhas
seu corpo então revela,
ele já não é mais o mesmo
e suas sombras da distração, esvaecem.
estendido no varal
enquanto os dias descansam,
ensaio a caligrafia
e as árvores recitam contos
por cima do telhado encardido.
pela janela,
avisto ele
em pé
desenhando seus olhos nos meus...
Nenhum comentário:
Postar um comentário