A VOZ PÁLIDA
Ela me invadiu e despertou a minha antipatia
Nua, crua.
Acaso ensaiado por mim desconhecido.
Ignorei...
A VOZ ESCARLATINA
A anemia dos meus dias transmigrava
para os meus cabelos.
E naquele corredor de paredes encardidas
o mesmo quadro se repetia.
Na pintura enegrecida, uma mancha escarlate
espalhava-se mais.
Eu desconhecia tuas outras denominações
mas meu corpo febril vociferava um nome.
e toda noite eu queria escutar aquela voz serena
que erupcionava em minha pele,
aquela voz que perdera a palidez
e agora avermelhava tudo.
A VOZ RISCADA
Suas cores,
suas manias,
seus sinais,
suas dores,
seus dissabores,
até seus amores mal-resolvidos... Eu que inventei.
Tua mãe, teu pai e todos os seus descompassos
hereditários.
eu que inventei , eu que inventei, eu que inventei...
E a nossa love story...Eu que inventei.
Sem ao menos sentir você em minha pele.
Apenas te escutando todas as noites
em um cadenciar de segundos.
e em segundos o vc que eu havia inventado
foi desinventado pelo congestionamento
de meus personagens.
em um cadenciar de fonemas
sua voz, sssu-a voissssss
sssu-a voisssss...
...
E a voz virou só sus-sur-ro.
ResponderExcluirE até o sussurro se calou diante da beleza do texto.
Ótimo texto!
ResponderExcluirli alguns e gostei muito "feitos de folhas, nuvens e lágrimas"
aparentemente tão simples mas escrito de froma poetica e emotiva...
Mto legal seus textos e belos!
Obrigada por sua visita em meu blog, agora com seu link lá, passarei aqui sempre para conferir as novidades.
bjos e bom dia
Muito bom...^^'
ResponderExcluirponto