segunda-feira, 10 de março de 2008

mais um sobre sobre sexo

Deitado no chão, sentindo o limite entre os azulejos encardidos.
Umedeço meus lábio ressequidos e minhas pernas irrequietas
movem-se descompassadamente, deslizando pelos ladrilhos.
Meu corpo cadencia com sofreguidão
enquanto meus dentes dissimulam.
Espasmódico.
É como se o chão inteiro me acariciasse.
Fecho meus olhos e camuflo-te por entre rostos desconhecidos.
São tantos os desconhecidos dentro e fora de mim...
Meu corpo toma forma de um arco
e sinto você bafejar eufonias em minha nuca.
Fluxos...
Então tudo se acalma, sinto-me acolhido em meu próprio ser.
Permaneço deitado no chão sentido o limite entre meus personagens encardidos.

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