quarta-feira, 9 de julho de 2008

quando os anjos passaram sobre o nosso telhado

ah! doce frescor
deitado no sofá
nessa tarde azul
ela me distrai
com suas piruetas improvisadas
olhos pequenos que me observam
meus pés se confudem com o ar
que adentra pelas frestas
da parede crua
e invade minhas narinas
um largo bocejo
e meu corpo neutro se guarda ao silencio
descanso meus olhos
as telhas se calam
as janelas se calam
a mente cala











apenas ela, longe
permanece com a sua cançao

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