quinta-feira, 6 de março de 2008

maya

um, dois, três, quatro...
... nove, dez, onze, doze
caroços de azeitona
enquanto ele me pergunta
com aquela voz rouca
se eu poderia ser feliz
com o que eu ñ consigo
traduzir.
procuro pelo geco
em cima da garrafa de vodka,
só ele me indagaria o necessário.
preciso de um dicionário novo.
é improvável descrever
o que ñ se entende.
as coisas costumavam ser mais simples.
e o tempo torna as cores mais definidas...
mas os ponteiros podem empalidecer
as tintas de um aquarelista...

3 comentários:

  1. Parabéns pelo poema!

    Verdade mesmo com milhares de palavras, às vezes não conseguimos expressar o que sentimos em sua plenitude.

    http://recantodeyeda.blogspot.com/

    Gostaria de te linkar no meu blog?

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  2. Eu comecei a leitura lendo, mas logo em seguida fui em ritmo de canção, eu acho q foi a contagem q impulsiona um ritmo bacana..

    "é improvável descrever
    o que ñ se entende."... Com certeza!

    Um abraço, cara!

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